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Meditação Diária com Krishnamurti


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Sentir o Estado da Morte


Temos medo de morrer. Para acabarmos com esse medo, temos de entrar em contacto com a morte, não com a imagem que o pensamento criou da morte, mas devemos realmente sentir esse estado. De outra forma, o medo nunca cessará, porque a palavra "morte" gera medo, e nós nem sequer queremos falar nela. Será que, sendo nós saudáveis, normais, com a capacidade de raciocinar com clareza, de pensar com objectividade, de observar, nos e possível entrar em contacto com o fato de forma total? O organismo, com o uso, com a doença irá morrer, um dia. Se formos saudáveis, vamos querer saber o que significa a morte. Não se trata de um desejo mórbido, porque talvez ao morrermos possamos compreender o que significa viver. Viver, tal como fazemos presentemente, é uma tortura, um tumulto interminável, uma contradição, e portanto existe conflito, sofrimento e confusão. O ir todos os dias para o escritório, a repetição do prazer, com as suas dores, a ansiedade, o tatear no escuro, a incerteza — é a isso que chamamos viver. Acostumámo-nos a esse tipo de viver. Aceitamo-lo; envelhecemos com ele e morremos.

Para descobrirmos o que é viver, tal como para descobrirmos o que é morrer, temos de entrar em contacto com a morte; isto é, temos de pôr um fim, a cada dia, a tudo o que conhecemos. Temos de pôr um fim à imagem que construímos de nós mesmos, da nossa família, do nosso relacionamento, a imagem que construímos através do prazer, da nossa relação com a sociedade, tudo. É isso que vai acontecer quando chegar a morte.

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