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Meditação Diária com Krishnamurti


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Se Não Derem Nome a esse Sentimento


Quando vocês observam um sentimento, esse sentimento acaba. Mas apesar de o sentimento terminar, se houver um observador, um espectador, um censor, um pensador que permanece separado do sentimento, então continua a existir uma contradição. Portanto, é muito importante compreendermos de que forma olhamos para o sentimento.

Tomemos por exemplo um sentimento muito comum: a inveja. Todos sabemos o que é sentir inveja. Agora, de que forma é que vocês olham para a vossa inveja? Quando olham para esse sentimento, vocês são o observador da inveja tomando-a como algo que está separado de vós. Tentam transformar a inveja, modificá-la, ou tentam explicar a razão por que sentem inveja, e assim por diante. Portanto, existe um ser, um censor, uma entidade separada da inveja que a observa. De momento pode acontecer que a inveja desapareça, mas ela voltará; e volta, porque vocês não vêem verdadeiramente que a inveja é parte de vós.

... O que eu quero dizer é que a partir do momento em que vocês dão um nome, um rótulo, a esse sentimento, já o trouxeram para a estrutura do velho; e o velho é o observador, a entidade separada que é feita de palavras, de ideias, de opiniões sobre o que está certo e o que está errado... Mas se vocês não derem nome a esse sentimento — o que exige uma imensa atenção, uma compreensão imediata muito grande — , então irão descobrir que não existe nenhum observador, nenhum pensador, nenhum centro a partir do qual vocês estão a julgar, e que vocês não são diferentes do sentimento. Não há nenhum sujeito que o esteja a sentir.

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