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Meditação Diária com Krishnamurti


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Pensar sem o Pensador


O macaco que está na árvore sente fome, e então surge a necessidade de procurar um fruto ou uma noz. Primeiro vem a acção, e depois a ideia de que teria sido melhor se a tivessem armazenado. Noutras palavras, o que surge primeiro: a acção ou o agente? Haverá um agente se não houver uma acção? Compreendem? É isto que estamos sempre a perguntar a nós próprios: quem é aquele que vê? Quem é o observador? Estará o pensador separado dos seus pensamentos, o observador separado do observado, o experimentador separado da experiência, o agente separado da acção?... Mas se vocês examinarem verdadeiramente o processo, com muito cuidado, de perto e com inteligência, verão que a acção surge sempre em primeiro lugar, e que a acção com um fim em vista cria o agente. Estão a seguir-me? Se a acção tiver um fim em vista, a obtenção desse fim faz surgir o agente. Se pensarem com muita clareza e sem preconceito, sem se conformarem, sem estarem a tentar convencer alguém, sem um fim em vista, nesse mesmo pensar não existe pensador — existe apenas o pensar. É somente quando vocês têm uma finalidade no vosso pensar que vocês se tornam importantes, e não o pensamento. Talvez alguns de vocês já tenham observado isto. E, de fato, algo que é importante descobrir, porque a partir disso nós saberemos como agir. Se o pensador surge primeiro, então ele é mais importante que o pensamento, e todas as filosofias, costumes e actividades da nossa civilização se baseiam nesta suposição, mas se o pensamento surgir primeiro, então ele é mais importante que o pensador.

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