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Meditação Diária com Krishnamurti


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Paixão sem Causa


No estado de paixão sem causa há uma intensidade livre de qualquer apego; mas quando a paixão tem uma causa, há apego, e o apego é o princípio da tristeza. A maioria de nós está apegada, agarramo-nos a uma pessoa, a um país, a uma crença, a uma ideia, e quando o objecto do nosso apego nos é retirado ou perde de alguma outra forma a sua importância, damos por nós vazios, insuficientes. Então tentamos preencher este vazio agarrando-nos a outra coisa, a qual se torna, mais uma vez, o objecto da nossa paixão.

Examinem os vossos próprios corações e as vossas próprias mentes. Eu sou apenas um espelho no qual vocês se vêem a vós mesmos. Se não se quiserem ver, não tem importância; mas se quiserem realmente ver-se, então olhem para vós mesmos com clareza, directamente, com intensidade — não na esperança de assim dissolverem as vossas infelicidades, as vossas ansiedades, o vosso sentimento de culpa, mas para que possam compreender esta paixão extraordinária que invariavelmente conduz à tristeza.

Quando a paixão tem uma causa, transforma-se em luxúria. Quando existe paixão por algo — por uma pessoa, por uma ideia, por algum tipo de preenchimento — , então a partir dessa paixão nasce a contradição, o conflito, o esforço. Vocês lutam por alcançar ou por manter um determinado estado, ou por recuperar um que já sentiram e desapareceu. Mas a paixão de que estou a falar não dá origem à contradição, ao conflito. Não está relacionada com nenhuma causa, e portanto não é um efeito.

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