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Meditação Diária com Krishnamurti


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O Instante da Compreensão


Não sei se já repararam que há compreensão quando a mente está muito tranquila, mesmo que seja apenas por um segundo; há o instante da compreensão quando não existe a verbalização do pensamento. Experimentem-no e verão por vós mesmos que têm o instante da compreensão, essa extraordinária rapidez da percepção imediata e profunda, quando a mente está muito tranquila, quando o pensamento se encontra ausente, quando a mente não está sobrecarregada com o seu próprio barulho. Portanto, a compreensão seja do que for — de uma pintura moderna, de uma criança, da vossa mulher, do vosso vizinho, ou a compreensão da verdade, que está em todas as coisas — só pode ter lugar quando a mente está muito serena. Mas essa serenidade não pode ser cultivada, porque se vocês cultivarem uma mente serena, ela não será uma mente serena, mas uma mente morta.

Quanto mais vocês estiverem interessados em algo, maior será a vossa intenção de compreender, mais simples, clara e livre estará a mente. Então a verbalização cessa. Afinal, o pensamento é palavra, e é a palavra que interfere. É o véu das palavras, que é memória, que entrevem entre o desafio e a resposta. É a palavra que está a responder ao desafio, ao qual chamamos intelecção. Portanto, a mente que está a tagarelar, que está a verbalizar, não pode compreender a verdade — a verdade na relação, não uma verdade abstracta. Não existe nenhuma verdade abstracta. Mas a verdade é muito subtil...

Como um ladrão na noite, ela vem secretamente, não quando estamos preparados para a receber.

© 2016 Copyright by Krishnamurti Foundations


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