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Meditação Diária com Krishnamurti


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O «Eu» é a Posse


A renúncia, o auto-sacrifício, não é um gesto de grandeza que deva ser elogiado e seguido. Queremos possuir, porque sem a posse não existimos. As posses são muitas e variadas. Alguém que não tem posses materiais pode estar apegado ao conhecimento, ás ideias; outro pode estar apegado à virtude, outro, à experiência, outro, ao nome e à lama, e assim por diante. Sem as posses, o «eu» não existe; o «eu» é a posse, a mobília, a virtude, o nome. Por causa deste medo do não ser, a mente está apegada ao nome, à mobília, ao valor; e abandoná-los-á por um nível mais elevado, sendo o mais elevado aquilo que é mais gratificante, mais permanente. O medo da incerteza, de não ser, produz o apego, a posse. Quando a posse não é satisfatória ou provoca dor, renunciamos a ela em troca de um apego mais prazeroso. A posse mais gratilicante é, em última instância, a palavra Deus, ou o seu substituto, o Estado.

... Enquanto não estiverem dispostos a ser nada, e de fato não estão, é inevitável que vocês alimentem a tristeza e o antagonismo. A vontade de ser nada não é uma questão de renúncia, de constrangimento, interior ou exterior, mas de se ver a verdade do que é. Ver a verdade do que é liberta-nos do medo da insegurança, o medo que alimenta o apego e conduz à ilusão de desapego, de renúncia. O amor por o que é é o começo da sabedoria. Só o amor pode partilhar, só ele pode entrar em comunhão; mas a renúncia e o auto-sacrifício são os caminhos do isolamento e da ilusão.

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