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Meditação Diária com Krishnamurti


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Face a Face com o fato


Nós temos medo de um fato ou de uma ideia a respeito de um fato? Tememos a coisa tal como ela é, ou o que pensamos que ela é? Tomemos como exemplo a morte. Temos medo do fato que constitui a morte ou da ideia da morte? O fato é uma coisa e a ideia sobre o fato é outra. Tenho medo da palavra morte ou do fato em si mesmo? Porque receio a palavra, a ideia, nunca compreendo o fato, nunca olho para o fato, nunca estou em relação directa com o fato. É somente quando me encontro numa comunhão completa com o fato que não existe medo. Se não estiver em comunhão com o fato, então há medo, e não pode haver comunhão com o fato enquanto eu tiver uma ideia, uma opinião, uma teoria, a respeito do fato; portanto tenho de perceber de forma muito clara se tenho medo da palavra, da ideia, ou do fato. Se me encontrar face a face com o fato, não há nada a compreender sobre ele: o fato está lá, e eu posso lidar com ele. Se eu recear a palavra, então devo compreender a palavra, investigar profundamente todo o processo do que a palavra, o termo significa.

É a minha opinião, a minha ideia, a minha experiência, o meu conhecimento sobre o fato, que cria o medo. Enquanto houver verbalização do fato, o ato de dar nome ao fato, e com isso identificá-lo ou condená-lo, enquanto o pensamento estiver a julgar o fato a partir da sua posição de observador, terá de haver medo. O pensamento é o produto do passado; só pode existir através da verbalização, dos símbolos, das imagens. Enquanto o pensamento estiver a julgar ou a traduzir o fato, haverá sempre medo.

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