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Meditação Diária com Krishnamurti


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Ansiar é Sempre Ansiar


Para evitarmos o sofrimento, cultivamos o desapego. Sabendo de antemão que o apego, mais tarde ou mais cedo, traz consigo o sofrimento, queremos tornar-nos desapegados. O apego é uma fonte de satisfação, mas ao nos apercebermos da dor que ele acarreta, desejamos encontrar satisfação de outra forma, através do desapego. O desapego é o mesmo que o apego, na medida em que deseja a satisfação. Portanto, aquilo de que estamos verdadeiramente à procura é de satisfação; desejamos ardentemente ser satisfeitos, a qualquer preço.

Tornamo-nos dependentes ou apegados, porque isso nos dá prazer, segurança, poder, uma sensação de bem-estar, embora ele encerre em si mesmo a tristeza e o medo. Procuramos o desapego pela mesma razão, pela procura de prazer, de modo a não sermos magoados, a não sermos feridos interiormente. A nossa busca tem como objectivo o prazer, a satisfação. Sem condenar ou justificar, devemos tentar compreender este processo, pois a menos que o compreendamos, não poderemos sair da nossa confusão e da nossa contradição. Poderá o anseio alguma vez ser satisfeito, ou será ele um poço sem fundo? Quer ansiemos pelo mais baixo quer pelo mais elevado, ansiar é sempre ansiar, um fogo ardente, e aquilo que é passível de ser consumido por ele, em pouco tempo se transforma em cinzas; mas o anseio pela satisfação permanece, sempre a arder, sempre a consumir, e não há um fim para isso. O apego e o desapego vão a par na criação de amarras, e ambos devem ser transcendidos.

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