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Meditação Diária com Krishnamurti


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A Própria Natureza do Pensamento


O tempo é pensamento, e o pensamento é o processo da memória que cria o tempo enquanto ontem, hoje e amanhã, enquanto algo que utilizamos como um meio de realização, como uma forma de vida. Para nós, o tempo é de uma importância extraordinária, vida após vida, uma vida conduzindo a outra vida que é modificada, que continua. O tempo é certamente a própria natureza do pensamento, o pensamento é tempo. E enquanto o tempo existir como meio de alcançar algo, a mente não poderá ir além de si mesma — a qualidade de ir além de si mesma pertence a uma mente nova, a uma mente que está liberta do tempo. O tempo é um factor no medo. Por tempo não me refiro ao tempo cronológico, do relógio — segundo, minuto, hora, dia, ano, mas ao tempo enquanto processo psicológico, interior. É esse fato que faz nascer o medo. O tempo é medo; como o tempo é pensamento, ele alimenta o medo; é o tempo que cria a frustração, os conflitos, porque a percepção imediata do fato, o ver o fato é intemporal...

Portanto, para compreender o medo, temos de estar conscientes do tempo — do tempo enquanto distância, enquanto espaço, enquanto «eu», que o pensamento cria sob a forma de ontem, hoje e amanhã, utilizando a memória de ontem para se ajustar ao presente e deste modo condicionar o futuro. Assim, para a maioria de nós, o medo é uma realidade extraordinária; e uma mente que está enredada no medo, na complexidade do medo, nunca pode ser livre; nunca pode compreender a totalidade do medo sem compreender as complexidades do tempo. Andam ambos a par.

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