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Meditação Diária com Krishnamurti


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A Felicidade que Não Vem da Mente


Podemos passar de um refinamento para outro, de uma subtileza para outra, de um prazer para outro; mas no centro de tudo isso está o «eu» — o «eu» que está a regozijar-se, que quer mais felicidade, o «eu» que procura, que busca, que anseia por felicidade, o «eu» que luta, o «eu» que se vai tornando cada vez mais refinado, mas que nunca gosta de chegar ao fim. É somente quando o «eu», em todas as suas formas subtis, chega ao fim, que existe um estado de bem-aventurança que não pode ser procurado, um êxtase, uma verdadeira alegria sem dor, sem corrupção...

Quando a mente vai além do pensamento do «eu», do experimentador, do observador, do pensador, então há uma possibilidade de uma felicidade que é incorruptível. Essa felicidade não pode ser permanente, no sentido em que costumamos usar o termo. Mas a nossa mente anda à procura da felicidade permanente, de algo que possa durar, que tenha continuação. O próprio desejo de continuidade é corrupção...

Se pudermos compreender o processo da vida sem condenação, sem dizermos que está certo ou errado, então, penso eu, surge uma felicidade criativa que não é «vossa» nem «minha».

Essa felicidade criativa é como a luz do Sol. Se vocês quiserem a luz do Sol só para vós, então ela deixa de ser clara, quente, uma verdadeira fonte de vida. Do mesmo modo, se vocês desejarem a felicidade para fugirem ao sofrimento que sentem, ou porque perderam alguém, ou porque não estão a ser bem-sucedidos, então trata-se de uma mera reacção. Mas quando a mente consegue ir além, então há uma felicidade que não vem da mente.

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